sexta-feira, 19 de julho de 2024

burra

eu me sinto uma burra, me sinto uma imbecil por ter achado que eu merecia uma história de amor

eu achei que era possível construir uma família com você

eu lembro de sonhar com nosso casamento

o pé na areia

a nossa amiga casando a gente

a gente reclamando que escolheu ter gato e não deu pra elas levarem as alianças

eu me odeio pelo tanto que eu fui burra de achar que aquilo era real

que quando você dizia que eu nunca precisaria me preocupar 

você mentiu

eu passei 3 anos me enganando, vivendo uma tranquilidade de mentira

sempre ouvi que a gente conhece as pessoas quando termina

e onde tava essa pessoa que eu conheci?

acho que o meu maior sofrimento é não poder ter controle de nada 

não poder pegar uma borracha, apagar o que você fez, esquecer que isso aconteceu

e voltar lá no inicio

na nossa bolha, no nosso mundinho

na nossa conchinha, no meu lugar preferido

entender que eu nunca mais vou sentir você

nunca mais vou poder me enfiar no seu pescoço e esquecer de tudo 

nunca mais você vai puxar minha mão e colocar no seu rosto

acabou

e eu não posso fazer nada

só chorar

eu ainda não quero acreditar que isso tudo aconteceu

isso me leva pro dia seguinte de tudo

que eu acordei, olhei pra vc do meu lado 

o box todo quebrado

e constatei que sim, aconteceu

eu te mostrei onde doía porque eu achei que você ia me proteger

eu me sentia protegida com você

eu nunca imaginei que você conseguiria usar isso contra mim

toda minha segurança desmoronou

e hoje meus olhos parecem servir apenas para chorar

meu coração só dói

ele dói demais, eu não sei se eu lido com isso para parar de doer

ou se de tanta dor ele vai fibrosar

eu queria sentir menos, queria ser essa fortaleza toda, capaz de te odiar

mas eu não sei te odiar

eu queria morrer 

para esquecer, para que minha mente parasse de pensar e de voltar repetidamente nesse dia

para eu te sentir forte de novo e por mim

você nunca existiu

o que eu fiz comigo eu nunca mais aceito fazer


minha culpa

Que angustia que me dá

Sentir seu desdém, ouvir sua grosseria

Te ver assim, distante da minha ilusão

Será que eu te criei?

Quando foi que eu te vi pra mim?

Cadê você?

Eu não te enxergo mais, eu não te reconheço

E isso dói demais

Fico na esperança dela voltar

Mas ela se foi no dia em que você se revelou pra mim

O contrário do que eu idealizei

A culpa é toda minha

"Me apaixonei pelo o que eu inventei de você"


sábado, 30 de abril de 2016

As várias facetas de um menino

Em uma inconstância, onde começa a verdade e a mentira? O que devo considerar real?
Após um ano de convivência nunca fui capaz de escrever um texto com afirmações, só com questionamentos. Isto poderia ser considerado bem estranho, já que no conceito que temos de relacionamento, um ano é um período considerável para dizermos que conhecemos razoavelmente alguém.
Mas eu, infelizmente, nunca o conheci.
Posso dizer que o que me foi apresentado no início foi sua faceta de homem. Aquele decidido, sincero, companheiro, divertido, incisivo e cheio de iniciativas. Alguém que se mostrava diferente de todos os outros que conheci. Fiquei maravilhada, claro.
Com o passar do tempo, esta faceta foi se tornando esporádica e foi surgindo uma outra que eu não sabia classificar. Era indecisa, complexa. Eu já não sabia mais onde estava pisando, e quando comecei a questionar, as respostas foram mais confusas do que as próprias ações. Então, resolvi parar de questionar. Comecei a me apegar em “sinais”, então convencionei as horas e seus minutos e elas significavam seus sentimentos do dia. Isto tornou um vício pra mim, todos os dias eu olhava as horas e estas me determinariam o que fazer.
Como eu já imaginava, isso não daria certo durante muito tempo, e minhas convenções começaram a falhar.  Então, tentei não me importar mais com aquela situação e, o que dizem ser mais certo, comecei a tentar me importar só comigo e focar no que eu tinha para fazer.
Nesse ponto, a faceta indecisa já tinha tomado conta. A linha entre o que era mentira e verdade passou a ser quase que invisível e eu só me perguntava aonde estava o erro.
E é claro que minhas tentativas de não me importar com que estava acontecendo falharam.
Comecei a questionar, questionar e questionar. E daí começaram as brigas mais sérias e comecei a ficar de saco cheio. Mas já não sabia mais sair da situação, porque meus sentimentos sempre dominavam minhas atitudes.
Foi então que na última tentativa, conheci a real faceta, que só eu não via, ou ao menos buscava não enxergar. A faceta de menino. E eu fui bombardeada por tudo o que eu não queria acreditar, mas que era real. Mentiras, podridão. Tudo que eu tentei evitar. Parecia aquelas situações que a gente só vê em novelas, que você olha e pensa “meu Deus! Será que isso acontece na vida real?”. Diante disso, resolvi que me afastaria. Mas é claro, minha fraqueza falou mais alto. Passei a ignorar o que me foi apresentado como real e acreditar que aquela faceta de homem que eu havia conhecido voltaria, e me apeguei fortemente nisso. Comecei a perceber que ela só “retornava” quando era o momento de reconciliação, e durava pouco. Foi durando cada vez menos. E eu fiquei perdida em tanta dúvida. Comecei a ver os problemas como pontos positivos e já não me importava mais com os términos, pois sabia que depois deles eu receberia as migalhas da faceta que eu tanto gostava. E assim foi indo... Até o dia que acabou, que essa faceta desapareceu, que ele desapareceu, como se nada tivesse acontecido. Até o dia que eu percebi que eu não era nada mais que um objeto. Até o dia que eu descobri que assim como eu, outras meninas estavam envolvidas nessa mesma confusão.
E eu me pergunto agora. Pelo o que eu lutei? Pelo o que eu tentei me mudar e moldar?

O que eu levei de valioso disso tudo foi uma experiência doída de como eu pude me rebaixar para não receber nada. Eu me conheci nesse ano, me compreendi, lutei contra mim, e entendi que enquanto eu me basear em agradar os outros, é isso que eu vou receber: podridão. Enquanto ele, que não se importou e foi egoísta, recebeu muito amor, muita dedicação e no fim, pôde descartar tudo isso, como se nada tivesse acontecido. Talvez pareça que eu acredite que o correto seria ser como ele foi. Egoísta, mentiroso, desleixado. Mas eu nunca precisei mentir pra mim nem pra ninguém, não quis esconder meus sentimentos, e o que eu senti, senti bastante. No final das contas, eu sofri dois dias e agora me sinto bem e minha consciência ficou limpa. Eu olho ao meu redor, e percebo que à minha volta só existem pessoas que me amam e querem meu bem. E assim, concluo  que o que eu precisava ver é que eu nunca precisei de nenhuma de suas facetas para ser feliz, pois toda a minha felicidade está comigo e em toda a honestidade que eu possuo em volta de mim. E o mais bonito é que o que é real e verdadeiro, eu nunca precisei lutar para ter. Tudo isso já é meu.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sonhos injuriados

Eu nem lembro mais de ti. Engraçado, reparei isso apenas hoje quando veio falar comigo...
Não lembro sua voz, seu jeito, seus olhos, nem sua forma de pensar.
Não lembro nem da sua aparência, e mesmo quando olho suas fotos, ainda preciso forçar pra lembrar quem é você.
Tudo isso me faz perceber que a decepção foi uma borracha. Ela apagou cada rastro de ti dentro de mim, de forma que o que eu sinto por você agora possa ser classificado como indiferença. Mas ao mesmo tempo, a decepção agiu quase que como uma caneta-marca-texto. Ela marcou as dores que eu permiti que causasse em mim, de forma que eu nunca mais esqueça o porquê não devo me apaixonar de novo por você.

Eu havia ganhado uma caneca da minha irmã, um presente lindo que ela trouxe pra mim com muito carinho. Certo dia, acordei estressada pois tinha muito o que estudar, fiz meu café e pus na caneca. Quando fui me aproximar da mesa para organizar minhas coisas, esbarrei nela. Minha caneca linda caiu no chão e se quebrou. Fiquei com o coração na mão... Catei cada um dos pedacinhos e guardei. Entrei na Internet e procurei um restaurador de canecas, sei lá! Só queria ela igualzinho era antes... Depois de um tempo olhando para o que eu fiz, cheguei a conclusão que a solução seria colar os pedaços... Quando acabei de colar, a observei... Parecia muito com a minha caneca antiga, mas nunca mais seria a mesma. Para sempre ela seria marcada por aquelas rachaduras, aqueles "remendos". E além disso, eu nunca mais ia poder usa-la para tomar meu café. A partir de agora ela teria outra função como guardar lápis, ou outras coisas.

Durante muito tempo, eu desejei que da minha mente pudessem ser apagadas aquelas memórias dolorosas que me afastavam do nosso tão sonhado "futuro juntos". Durante muito tempo eu colei meus pedaços... Mas, depois de tantas injúrias, assim como minha caneca, fui completamente modificada. Eu não me imagino mais no futuro com você. Aliás, quando penso em você, me vem um pavor, uma vontade de fugir, de me proteger... Triste? Talvez, sim... Tinha planos lindos para te amar! Tinha sonhos lindos de felicidade! Ao menos, eu acho, pois quando lembro vejo que nenhum deles faz sentido, não existe mais emoção, mais gosto por sonhar "nós dois juntos".

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Adeus, Parte.

Seus olhos... 
Sempre fui apaixonada por eles.
Eles sempre foram fieis a mim, sempre me disseram a verdade.
São neles que confio quando diz que me ama
E são eles que sempre me dão força...

Hoje acordei e não vi seus olhos.
Usufrui tanto de você que acho que guardei um pouco da força que eu precisava...
Mas mesmo assim, senti sua falta.
Mas não aquela que imploro pra você ficar aqui quando não pode, ou não quer.
Aquela que imploro para que volte só quando estiver pronto.

Hoje vi que não posso te manter perto de mim simplesmente porque quero
Hoje vi que se é preciso que se ausente
Mesmo que seja pra nunca mais voltar, devo aceitar
Na verdade, já havia visto antes em seus olhos
Uma vontade de viver
E o tanto que mesmo que eu queira te ajudar, talvez não esteja na hora deu participar disso
Sabe, meu amor, acho que eu não queria enxergar.
E hoje temo ter passado dos limites.
Temo ter te querido demais.

Hoje você acordou e viu Europa.
Viu um mundo novo
Nova vida, novas oportunidades.
Quem sabe, novo você.
Não sei o que espera para você agora
Mas espero que aconteça tudo o que precisa pra si.

Sabe, meu amor, hoje vi que meu amor por você é mais que uma paixão de adolescente
Aquela coisa que eu sonhava e que mantive na minha mente como o relacionamento perfeito
Bem, muito do que eu sonhei não existe.
É duro perceber isso, idealizei mais do que devia
E sofri muito por idealizar demais.
Mas com essa "desilusão" vieram boas coisas...
Consegui ouvir o amor que construí por você
E esse meu amor pede pra que eu o deixe ir
E decidir sem interferência minha se vai voltar.
Permitir que volte se quiser, se puder.

Meu amor pede para que você viva e seja feliz.
Da mesma forma que ele me pede para que eu o faça também.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Eu luz

Quero liberdade desse eu que não consegue se libertar daquilo que trás dor.
Quero me escolher... Quero ser eu de natureza livre. Um eu que possui (possuo!) dentro de si (mim!) escolha para viver em... Liberdade!
Quero a luz que pousa sobre minha razão em meu coração.
Quero que ele a absorva, respeite e escute meu grito de LIBERDADE!
Livre de ti, vício. Livre de ti.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Só? A mim?

Eu fico aqui pensando o que posso fazer pra nao sentir o que eu to sentindo. Fico nervosa, com vontade de chorar. Busco loucamente algo que me tire essa angústia. Mas o resultado é sempre o mesmo. Eu continuo nao sabendo se é você quem nao me traz segurança, ou se tudo é da minha cabeça. No fim, surgem dúvidas: vc me faz bem? Eu tenho meu amor, mas ele me basta? Porque so te vejo aberto. Te sinto aberto pra amar, mas o problema é que nao sei se é AMAR SÓ A MIM. Eu tentei nao só te amar, tentei amar outros. Em alguns momentos até consegui, te esqueci por instantes. Mas o que me preocupa é que parece que você já está em mim. Mesmo que em muitas vezes eu nao sinta que estou em você.