Em uma inconstância, onde começa a verdade e a mentira? O
que devo considerar real?
Após um ano de convivência nunca fui capaz de escrever um texto com afirmações, só com questionamentos. Isto poderia ser considerado bem estranho, já que no conceito que temos de relacionamento, um ano é um período considerável para dizermos que conhecemos razoavelmente alguém.
Mas eu, infelizmente, nunca o conheci.
Posso dizer que o que me foi apresentado no início foi sua faceta de homem. Aquele decidido, sincero, companheiro, divertido, incisivo e cheio de iniciativas. Alguém que se mostrava diferente de todos os outros que conheci. Fiquei maravilhada, claro.
Com o passar do tempo, esta faceta foi se tornando esporádica e foi surgindo uma outra que eu não sabia classificar. Era indecisa, complexa. Eu já não sabia mais onde estava pisando, e quando comecei a questionar, as respostas foram mais confusas do que as próprias ações. Então, resolvi parar de questionar. Comecei a me apegar em “sinais”, então convencionei as horas e seus minutos e elas significavam seus sentimentos do dia. Isto tornou um vício pra mim, todos os dias eu olhava as horas e estas me determinariam o que fazer.
Como eu já imaginava, isso não daria certo durante muito tempo, e minhas convenções começaram a falhar. Então, tentei não me importar mais com aquela situação e, o que dizem ser mais certo, comecei a tentar me importar só comigo e focar no que eu tinha para fazer.
Nesse ponto, a faceta indecisa já tinha tomado conta. A linha entre o que era mentira e verdade passou a ser quase que invisível e eu só me perguntava aonde estava o erro.
E é claro que minhas tentativas de não me importar com que estava acontecendo falharam.
Comecei a questionar, questionar e questionar. E daí começaram as brigas mais sérias e comecei a ficar de saco cheio. Mas já não sabia mais sair da situação, porque meus sentimentos sempre dominavam minhas atitudes.
Foi então que na última tentativa, conheci a real faceta, que só eu não via, ou ao menos buscava não enxergar. A faceta de menino. E eu fui bombardeada por tudo o que eu não queria acreditar, mas que era real. Mentiras, podridão. Tudo que eu tentei evitar. Parecia aquelas situações que a gente só vê em novelas, que você olha e pensa “meu Deus! Será que isso acontece na vida real?”. Diante disso, resolvi que me afastaria. Mas é claro, minha fraqueza falou mais alto. Passei a ignorar o que me foi apresentado como real e acreditar que aquela faceta de homem que eu havia conhecido voltaria, e me apeguei fortemente nisso. Comecei a perceber que ela só “retornava” quando era o momento de reconciliação, e durava pouco. Foi durando cada vez menos. E eu fiquei perdida em tanta dúvida. Comecei a ver os problemas como pontos positivos e já não me importava mais com os términos, pois sabia que depois deles eu receberia as migalhas da faceta que eu tanto gostava. E assim foi indo... Até o dia que acabou, que essa faceta desapareceu, que ele desapareceu, como se nada tivesse acontecido. Até o dia que eu percebi que eu não era nada mais que um objeto. Até o dia que eu descobri que assim como eu, outras meninas estavam envolvidas nessa mesma confusão.
E eu me pergunto agora. Pelo o que eu lutei? Pelo o que eu tentei me mudar e moldar?
Após um ano de convivência nunca fui capaz de escrever um texto com afirmações, só com questionamentos. Isto poderia ser considerado bem estranho, já que no conceito que temos de relacionamento, um ano é um período considerável para dizermos que conhecemos razoavelmente alguém.
Mas eu, infelizmente, nunca o conheci.
Posso dizer que o que me foi apresentado no início foi sua faceta de homem. Aquele decidido, sincero, companheiro, divertido, incisivo e cheio de iniciativas. Alguém que se mostrava diferente de todos os outros que conheci. Fiquei maravilhada, claro.
Com o passar do tempo, esta faceta foi se tornando esporádica e foi surgindo uma outra que eu não sabia classificar. Era indecisa, complexa. Eu já não sabia mais onde estava pisando, e quando comecei a questionar, as respostas foram mais confusas do que as próprias ações. Então, resolvi parar de questionar. Comecei a me apegar em “sinais”, então convencionei as horas e seus minutos e elas significavam seus sentimentos do dia. Isto tornou um vício pra mim, todos os dias eu olhava as horas e estas me determinariam o que fazer.
Como eu já imaginava, isso não daria certo durante muito tempo, e minhas convenções começaram a falhar. Então, tentei não me importar mais com aquela situação e, o que dizem ser mais certo, comecei a tentar me importar só comigo e focar no que eu tinha para fazer.
Nesse ponto, a faceta indecisa já tinha tomado conta. A linha entre o que era mentira e verdade passou a ser quase que invisível e eu só me perguntava aonde estava o erro.
E é claro que minhas tentativas de não me importar com que estava acontecendo falharam.
Comecei a questionar, questionar e questionar. E daí começaram as brigas mais sérias e comecei a ficar de saco cheio. Mas já não sabia mais sair da situação, porque meus sentimentos sempre dominavam minhas atitudes.
Foi então que na última tentativa, conheci a real faceta, que só eu não via, ou ao menos buscava não enxergar. A faceta de menino. E eu fui bombardeada por tudo o que eu não queria acreditar, mas que era real. Mentiras, podridão. Tudo que eu tentei evitar. Parecia aquelas situações que a gente só vê em novelas, que você olha e pensa “meu Deus! Será que isso acontece na vida real?”. Diante disso, resolvi que me afastaria. Mas é claro, minha fraqueza falou mais alto. Passei a ignorar o que me foi apresentado como real e acreditar que aquela faceta de homem que eu havia conhecido voltaria, e me apeguei fortemente nisso. Comecei a perceber que ela só “retornava” quando era o momento de reconciliação, e durava pouco. Foi durando cada vez menos. E eu fiquei perdida em tanta dúvida. Comecei a ver os problemas como pontos positivos e já não me importava mais com os términos, pois sabia que depois deles eu receberia as migalhas da faceta que eu tanto gostava. E assim foi indo... Até o dia que acabou, que essa faceta desapareceu, que ele desapareceu, como se nada tivesse acontecido. Até o dia que eu percebi que eu não era nada mais que um objeto. Até o dia que eu descobri que assim como eu, outras meninas estavam envolvidas nessa mesma confusão.
E eu me pergunto agora. Pelo o que eu lutei? Pelo o que eu tentei me mudar e moldar?
O que eu levei de valioso disso tudo foi uma experiência
doída de como eu pude me rebaixar para não receber nada. Eu me conheci nesse
ano, me compreendi, lutei contra mim, e entendi que enquanto eu me basear em
agradar os outros, é isso que eu vou receber: podridão. Enquanto ele, que não
se importou e foi egoísta, recebeu muito amor, muita dedicação e no fim, pôde
descartar tudo isso, como se nada tivesse acontecido. Talvez pareça que eu
acredite que o correto seria ser como ele foi. Egoísta, mentiroso, desleixado.
Mas eu nunca precisei mentir pra mim nem pra ninguém, não quis esconder meus
sentimentos, e o que eu senti, senti bastante. No final das contas, eu sofri
dois dias e agora me sinto bem e minha consciência ficou limpa. Eu olho ao meu
redor, e percebo que à minha volta só existem pessoas que me amam e querem meu
bem. E assim, concluo que o que eu
precisava ver é que eu nunca precisei de nenhuma de suas facetas para ser
feliz, pois toda a minha felicidade está comigo e em toda a honestidade que eu
possuo em volta de mim. E o mais bonito é que o que é real e verdadeiro, eu
nunca precisei lutar para ter. Tudo isso já é meu.