terça-feira, 28 de maio de 2013

Menino Saudade

Ah, Chico! Como ousas? Fazer samba e amor a noite inteira na minha mente? Revelando minhas intimidades e do meu... (sei lá como devo chama-lo agora... ) em suas músicas... Como se nem me conheces? Deixo-te escolher como me entreter e me entretém com lembranças de algo que não sei se devo me lembrar! E como sou mística... É óbvio que vejo isso como um sinal... Um sinal do que queres me mostrar... E como não veria como um sinal? Ainda mais vindo de ti, Chico... Que balançou meu coração com tantas letras cantadas com tantos sentimentos em comum com os meus... Ah, Chico! Como não te escutar? Não te seguir? Não te admirar? Se faz parte de coisas tão bonitas e tão feias na minha vida... E na vida do meu... do meu... saudade? É, acho que assim que ele deveria ser chamado... Menino saudade.

Saudade de ti. Do que foi, do que eu esperava que você fosse, e do que eu esperava que você seria... Saudade de mergulhar no mar escuro da confiança. De mergulhar... De sentir cada molécula de água me tocar... De nadar nesse mar sem medo. Nem me lembro mais como é não temer... Acho que desaprendi a nadar. Acho que perdi a confiança no meu corpo. Então, é melhor nem entrar na água... Sei que vou me afogar.

domingo, 5 de maio de 2013

Sinto muito...

Parece que eu não sinto nada.
E quando sei que vou sentir e aquela dor vem, eu não deixo ela ficar.
Não sei qual seria o problema de não sentir nada, se sinto que os sentimentos só travam minha consciência...
Se me sinto feliz, me distraio
Se me sinto triste, me distraio
Se me apaixono, me distraio
Se me desiludo, me distraio
E com os sentimentos, vem sentimentos que não quero sentir.
Quero, desejo muito não sentir mais. O sentir não me faz bem. Me afasta cada vez mais do que eu quero.
Sem sentir, não choraria por injustiças que não cabe a mim resolver.
Sem sentir, não haveria problemas para conquistar meus sonhos.
Sem sentir, não me doeria te ver em tamanha mediocridade.
Sem sentir, não teria medo de morrer.
Sem sentir, não haveria porque viver.
E eu descansaria...
Aceitaria...
Aguentaria...
E meu fim não teria porque não ser feliz.

Abelhas


Boba que fui quando acreditei que mesmo um dia de Sol poderia ser triste... Quando vi uma abelha pousando em mim, me lembrei que uma coisa ninguém me tira: a pureza de minha doçura. 
Sejamos sempre como abelhas! Fazendo do mundo matéria prima para nosso mais doce mel!

Dois dias

Seria egoísmo da sua parte me confundir? De me olhar os olhos e me falar sobre o que acredita enquanto está com outra? Por que com outra e não com quem diz acreditar? Fácil estar comigo. Fácil, acessível! Difícil apenas em suas duras palavras, em suas duras ações. Nesse pseudo trauma. Nesse medo que você PODE vencer. Medo que é pequeno dentro de mil coisas que venci por você. 
Hoje decido por mim que te esqueço! Decido que se teu olhar é capaz de me dizer a verdade, mas não se abre para que eu te ajude na confusão da sua alma, pois esta me exclui de tua vida e de tua felicidade, decido que por aqui paro! Que agora acabo com essa ilusão de te ter perto de mim. Decido, meu Romeu, que não morro mais por causa de ti. Talvez amanhã eu decida te amar de novo, mas no dia que você aprender a me amar. A me amar, a me ter como mereço, a me merecer. Talvez amanhã, decida que posso morrer por seu amor, decida que permito-me morrer de amor. Mas por enquanto... Adeus você!

"Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar"