Ah,
Chico! Como ousas? Fazer samba e amor a noite inteira na minha mente? Revelando
minhas intimidades e do meu... (sei lá como devo chama-lo agora... ) em suas
músicas... Como se nem me conheces? Deixo-te escolher como me entreter e me
entretém com lembranças de algo que não sei se devo me lembrar! E como sou
mística... É óbvio que vejo isso como um sinal... Um sinal do que queres me
mostrar... E como não veria como um sinal? Ainda mais vindo de ti, Chico... Que
balançou meu coração com tantas letras cantadas com tantos sentimentos em comum
com os meus... Ah, Chico! Como não te escutar? Não te seguir? Não te admirar?
Se faz parte de coisas tão bonitas e tão feias na minha vida... E na vida do
meu... do meu... saudade? É, acho que assim que ele deveria ser chamado...
Menino saudade.
Saudade de ti. Do que foi, do que eu esperava
que você fosse, e do que eu esperava que você seria... Saudade de mergulhar no
mar escuro da confiança. De mergulhar... De sentir cada molécula de água me
tocar... De nadar nesse mar sem medo. Nem me lembro mais como é não temer...
Acho que desaprendi a nadar. Acho que perdi a confiança no meu corpo. Então, é
melhor nem entrar na água... Sei que vou me afogar.