- A Rita morreu!
- Ô dó!
- Como assim "ô dó"? Isso foi uma ironia?
- Pff! Faça-me o favor! Me impressiona você ficar tão triste com o ocorrido!
- Gente! Quem fica feliz com a morte de alguém?
- Ora! Muita gente fica feliz com a morte, mas não vamos entrar nessa discussão, porque não disse que você está sendo cínica, só acho que devia ter um pouco de amor próprio.
- Meu Deus! Mas ela fez parte da minha vida!
- Então você é daquelas que abre a geladeira vê a comida estragada e come mesmo fazendo mal, só pra não desperdiçar? Pelo amor de Deus! Sem miséria, Maria Eduarda!
- Ela não era das melhores pessoas, mas, poxa... Não posso negar que me ensinou muitas coisas...
- Mas te fez mal! E manter essa menina na sua vida foi o pior dos seus erros. Ela te ensinou até certo ponto, mas no momento que a deixou lá martelando sua mente, machucando seu coração, ela te atrasou! Atrasou muito!
- Do jeito que você fala parece que eu sou a mesma de antes..
- Mas veja só! Dramática! Hahaha! Bem, seu drama é o mesmo! Você cresceu, Duda... Porém, se tivesse desapegado da Rita estaria muito melhor!
- As vezes eu acho que se a Rita não tivesse existido eu seria muito melhor.
- Claro que não! Se não fosse a Rita, seria outra pessoa... A Rita foi importante, mas ficou viva muito tempo. O tempo dela com você tinha que ter tido fim há anos. Como foi se despedir?
- Bem, foi estranho. Mas no momento que eu a senti morrer, foi como se a liberdade tomasse conta do meu corpo!
- Viu? A morte pode ser feliz!
- É... Foi a decisão mais bonita que já tomei.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Pensapegue do desamento
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